Na boca da noite com Yara Cilyn e o verde da mata

Deslumbramento da água que escorre e desce morros em prosa, versos e sons

Diário
25/08/2009 10h00
Serei um ET?...
Quer saber... inúmeras vezes ou quase sempre me sinto um ET, não devo ser terráquea ou telúrica... Talvez venha de um planeta ainda não descoberto.
Vou às casas onde há alguém doente ou quando sei que necessita de uma conversa animadora.
Mas ninguém faz isto para mim.
Antecipo as atitudes a serem tomadas para proporcionar bem estar a quem necessita.
Mas ninguém faz assim comigo.
Quando percebo que alguém está carente de algo que o ajude a sair daquele estado de ”não valho nada” providencio imediatamente entrega-lo algo que sei que gosta muito.
Mas ninguém age assim comigo.
Quando alguém me diz que está com saudade de outro alguém, telefono para o segundo e, como quem não quer nada o convenço de visitar o primeiro.
Mas nunca percebi que alguém fez coisa semelhante para mim.
Quando vejo alguém triste na rua, ou mesmo chorando, “me intrometo onde não sou chamada” como costumam dizer, me aproximo e tento fazer alguma coisa.
Já chorei algumas vezes em minhas caminhadas e ninguém notou.
Quando estou mal de saúde, conto às pessoas mais próximas, mesmo porque moro sozinha (minha cadela não sabe dirigir nem fazer um chá).
Mas ninguém vem me ver e raramente telefonam
Enfim... Lá em casa, as coisas não eram assim. Visitávamos e éramos visitados. Meus pais, avós e tios se interessavam pelo que acontecia com o vizinho, o amigo, o mais próximo ou o mais distante.
Os mais jovens estavam à disposição do mais velho, era importante fazer para alguém tudo o que fosse possível para proporcionar-lhe um "cadinho" de alegria. Um pote com doce de goiaba feito em casa costumava resolver, minha avó fazia assim. Com qualquer pessoa. Ir tomar um chá da tarde em casa de uma amiga, (sem avisar, porque não havia celular, nem mesmo tínhamos telefone) levar um presentinho, era de praxe. E o retorno sempre acontecia.
Não era preciso pedir permissão para fazer o bem, alegrar alguém, demonstrar ternura, afeto, amizade, amor.
Fui criada sentindo, gozando, percebendo e fazendo assim. E continuo.
Devo ser, quem sabe, o espantalho do Mágico de OZ  ou talvez um palhaço de um circo incendiado, o único sobrevivente. Ou ainda o Bobo da Corte de um reinado falido...
Devo ser mesmo um ET.
Quero ir para casa... Minha casa....
 
 
 

Publicado por Yara (Cilyn) Lima Oliveira em 25/08/2009 às 10h00
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18/05/2009 19h28
Folhas de uma árvore

Fazer aniversário quando os anos não pesam é uma excelente e gratificante expectativa. A árvore de amigos está frondosa, os presentes inúmeros baçançam em seus grlhos, Depois do Parabéns prá você, uma esticada, uma noite divertida, namoros, gargalhadas, beijo na boca, não se pensa em nada, a não ser  em ficar.
O tempo passa, a árvore já não tem tantos galhos, a vontade de badalar é substituída por outra diversão mais substancial: bater um bom papo, ouvir uma musica na varanda, os presentes são alguns a presenças de amigos é mais importante. Tudo corre bem, aparentemente, porque já não aradamos tanto como antes .
Outros tempos virão nos quais a árvore está velha, quase sem folhas, já não há criança brincando de ciranda sob sua copa e os amigos já não vem, quando muito, ligam ou mandam uma mensagem decorada, gravada e muitas vezes fala de batizado ou formatura, nada a ver.
A árvore está sumindo, as expectativas também, Vai restar o que se é, apenas isso, e as lembranças do que realmente valeu, do que foi verdadeiro e sincero, do presente maior: a amizade e o amor, De quem deu e de quem aproveitou.


Publicado por Yara (Cilyn) Lima Oliveira em 18/05/2009 às 19h28
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15/04/2009 07h40
Raciocínio de hoje
O que tem ou não importância na vida?
Pensamos ser a família, a célula-mãe da sociedade, mas... e quando a família é elos soltos de uma corrente, que estão por aí à revelia de si mesmos e dos familiares?
Outras vezes pensamos vezes ser os amigos...mas, e quando o amigo age de forma inesperadamente ingrata? e torna-se anônimo e ausente em nossa vida?
Pensamos talvez ser a conta bancária...mas quantas vezes as aplicações, os extratos, as contas a receber e a pagar não nos deixam insones durante a noite amiga que quer nos acolher nos braços de Morfeu?
Outras vezes, pensamos ser o lazer, as diversões, as viagens...mas, quantas vezes se perde dinheiro nos jogos de azar? quantas vezes não acontece o vazio no quase amanhecer do dia, na saída do bar? ou quantas vezes durante as viagens voltamos querendo ter ficado ou, outras vezes, nos arrependemos de ter viajado?
Alguns pensam ser o amor ou ainda o sexo, mas...sabemos amar? nos amamos? amamos ao próximo? qual a forma ideal de amar, alguém tem a fórmula? E no sexo, para onde foi aquele prazer momentâneo e fugaz após o relaxamento, e porque surge a sensação de que não nos demos como devíamos ou ainda não nos deram o que esperávamos?
Complicado, não é? não tenho resposta para a pergunta inicial.
E você, tem?

Publicado por Yara (Cilyn) Lima Oliveira em 15/04/2009 às 07h40
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04/04/2009 19h55
Uma incrivel descoberta
Hoje, pude perceber uma coisa interessante:

As pessoas gostam mais de ler diários que poesias, crônicas, contos. Por quê será?...

Como raramente escrevo aqui ( prefiro diário em um lugar mais apropriado, um agenda por exemplo) dei uma rápida olhada e constatei:  nove "textos" e quase trezentas leituras!

É bem verdade que a palavra por si só incita a curiosidade: o que será que ela escreveu hoje no diário? Pois bem, aqui no Diário quase nada escrevo, a não ser rápidos pensamentos, gerados por descobertas assim, que me causam estranheza, surpresa, questionamentos.

Olho através da janela
e vejo coisas que talvez
outros não veem,
fazer o quê?...

Publicado por Yara (Cilyn) Lima Oliveira em 04/04/2009 às 19h55
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06/03/2009 17h14
Que fiquem as pintas!!!




Nasci cheia de sardas , fui crescendo e nada usei para que elas desaparecessem, simplesmente sumiram quase que na totalidade.
Também tenho o corpo pintado de bolinhas, sinais de diferentes tamanhos, fazem parte de mim.
De repente, as pessoas começam a ver "manchas perigosas"  ou dizem:  "voce precisa tirar isto" ou ainda, "pode ser cancer de pele".
Minha avó as tinha, minha mãe e meu pai também, e meus tios e primos.
Resultado: tirei quatro das minhas pintas, mas estou aqui torcendo para não tirar mais nenhuma, elas vão ficar onde estão, e pronto!

O mundo está mudando e, em alguns casos para amedrontar os habitantes, infelizmente.







Imagem: Vania Medeiros

Publicado por Yara (Cilyn) Lima Oliveira em 06/03/2009 às 17h14
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Página atualizada em 18.03.10 18:37